Entrevista com Fagner Moreira Lima

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

FAGNER REALIZA ENCONTRO COM JOVENS DA PASTORAL DA JUVENTUDE DE NOVA FATIMA PARA FALAR DE DIREITOS HUMANOS

Fagner Moreira lima esteve na ultima sexta feira dia 28 de agosto realizando um evento com o grupo JLC (Jovens Ligados a Cristo) para falar sobre direitos humanos
grupo esse que tem a felicidade de ter Fagner tambem como vice-cordenador do grupo afirma os jovens.
No evento tivemos a cubertura do blog http://fagner-fagnermoreira.blogspot.com a qual este com a cordenadora do grupo Adailza oliveira que em uma entrevista para nos
afirmou que a pastoral da juventude,antes de tudo è um espaço de encontro entre jovens que acredita em um brasil melhor,no anglo religioso e social.
E o grupo JLC , tenta por em pratica esse sonho de forma, cidadões consientes e responsaveis a por da constituição Brasileira e dos diretos humanos.
Fagner que estava com a constituição brasileira e, mãos afirma que ele fara sempre um papel democratico para sociedade e que o evento fez com que os jovens reconheça e respeite mais os direitos humanos.


(equipe de reportagem do blog FAGNER MOREIRA LIMA)

domingo, 30 de agosto de 2009



FAGNER SE ENCONTROU COM JOVENS EM NOVA FATIMA PARA FALAR DE DIREITOS HUMANOS

A diferença que faz passar o dia na escola


Publicado em 29.6.09 Pelo Jornal A Tarde

Fagner Moreira Lima tem 13 anos e mora em Nova Fátima, município pequeno e pobre da região sisaleira. Ele vai representar todo o semi-árido brasileiro na reunião do G8, que junta os governantes das maiores potências econômicas do mundo entre 4 e 12 de julho.

Brasileiros participam porque cinco países em desenvolvimento também se encontrarão lá (Brasil, Índia, Rússia, China e África do Sul). Os adolescentes, assessorados pelo Unicef, órgão da ONU para infância e adolescência também discutem os temas, levando as propostas que coletaram em suas comunidades debatendo com os colegas. Serão quatro brasileiros.



O Fagner, que você vê na foto acima de Reginaldo Pereira, com a mãe e o pai, é um garoto comum. Não é nenhum superdotado. Talvez nem mesmo precoce. Se expressa bem, mas ainda tem muito que se desenvolver. E o que fez a diferença na vida dele, a ponto de ser escolhido (por garotos da mesma idade em um encontro mês passado em Recife) como o que falaria em nome de todos em uma reunião internacional?

A diferença é que no lugar de estudar de manhã e ajudar o pai na roça de tarde, passou a ocupar as tardes com outras atividades educacionais, dentro do que é chamado Jornada Ampliada, no PETI (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil). Ou seja, nada mais nada menos que escola em tempo integral.

Foi aos 10 anos que Fagner parou de trabalhar e entrou no PETI. Em apenas três anos o menino já escalou vários degraus. Claro que se estivesse na roça trabalhando com sisal, não teria tempo nem condições para nada disso.

Conheça abaixo um pouquinho do pensamento do nosso representante em Roma.

Qual o retrato dos problemas do semi-árido que você vai apresentar em Roma?

Fagner - O nosso índice de analfabetismo é muito alto; a saúde está precária, com pessoas morrendo nos hospitais. A ideia é que os países desenvolvidos colaborem com o Brasil, que ainda está em desenvolvimento, para que possa investir na educação, saúde e lazer.

O Brasil já não tem dinheiro para resolver esses problemas?

Fagner - Acho que tem, mas falta a distribuição. A renda é muito mal distribuída.

O que deveria mudar dentro do Brasil, para resolver isso?

Fagner - Os poderes públicos poderiam se interessar mais. A presidência da República, o governo do estado, os prefeitos, poderiam se juntar para melhorar o semi-árido. Não vou dizer que fazem pouco, mas precisa mais.

O que você quer fazer no futuro?

Fagner - Eu pretendo continuar no meio social. Tenho o sonho de ser jornalista também.

Publicado por Glauco Wanderley às 17:30




sábado, 22 de agosto de 2009

Coletivos de Jovens


Uma história de mobilização juvenil nos territórios rurais do Sertão da Bahia

Principais Desafios

 Embora algumas entidades locais:
STR, Associações Comunitárias, Igrejas desenvolvessem atividades para os jovens (palestras, seminários, encontros etc.), não havia uma concepção de trabalho voltada para a formação da identidade política juvenil. Faltavam experiências de organização social de jovens para se auto-representar politicamente;
 Falta de acesso a processos educativos – formais e não-formais – que promovessem a construção de percepções críticas a respeito da realidade do semi-árido e seus limites, e potencialidades econômica, social, política, cultural e ambiental;
 Desconhecimento – sobretudo por parte dos próprios jovens – de alternativas e experiências geradoras de trabalho e renda, com e para a juventude, no contexto da agricultura familiar semi-árida
Perfil dos Integrantes

 A partir do Projeto Juventude e Participação Social (PJPS), em 2004, iniciou-se um trabalho formativo com jovens rurais com média de idade entre 15 e 29 anos, em sua maioria cursando o ensino fundamental e médio.
 Há uma predominância, quase absoluta, de jovens oriundos de famílias agricultoras, de baixa renda, com pequenas propriedades agrícolas, em sua maioria, desprovidos de assistência técnica e de crédito rural, e sem qualificação técnica.
 A experiência abrangeu inicialmente 20 municípios dos territórios rurais do Sisal e Bacia do Jacuípe, estendendo no final de 2004 para dois municípios do Portal do Sertão da Bahia, totalizando 22 municípios do semi-árido baiano.


Dimensões do processo de trabalho

 Primeira Dimensão: Organização Social nos Municípios.
 Realização de seminários municipais para debater a realidade da juventude rural e constituir os Coletivos Municipais de Jovens;
 Identificação e escolha – pelos próprios/ as jovens - de uma coordenação juvenil dos Coletivos Municipais de Jovens.
 Segunda Dimensão: Formação social e política dos Jovens
 Capacitação dos/ as coordenadores/ as juvenis sobre temáticas de cidadania, políticas públicas, convivência com o semi-árido, cooperativismo, associativismo, desenvolvimento local e territorial sustentável, programas governamentais de apoio à juventude e à agricultura familiar, relações sociais de gênero, economia solidária, planejamento estratégico, metodologia de trabalho com juventude

Segunda Dimensão: Formação social e política dos Jovens

 Capacitação dos Coletivos de Jovens, realizadas pelas coordenações juvenis e pela assessoria técnica do MOC e de outras entidades parceiras.
Dimensões do processo de trabalho
 Terceira Dimensão: Organização Regional dos Jovens
Formação e organização do Coletivo Regional de Jovens dos territórios rurais, a partir de representante da coordenação juvenil municipal.
Quarta Dimensão: Intercâmbios Juvenis
 Visitas e encontros para troca de experiências e saberes de trabalho com juventudes rurais e urbanas, dentro do semi-árido baiano e em outros estados.
Quinta Dimensão: Intercâmbios Juvenis
 Surgimento e fortalecimento de iniciativas autônomas dos Coletivos de Jovens para influenciar as agendas institucionais das entidades parceiras locais e os espaços de definição das políticas públicas de desenvolvimento da região.
O impacto das experiências dos Coletivos de Jovens
Dimensão de Juventude

 22 Coletivos de Jovens constituídos e desenvolvendo ações que envolvem mais de 1.500 jovens - direta e indiretamente;
 Jovens construindo projetos de vida voltados para permanência no meio rural e na agricultura familiar;
 Jovens acessando programas governamentais de apoio à juventude na agricultura familiar (Pronaf Jovem, Consórcio Social da Juventude Rural – Aliança com Jovens, Nossa Primeira Terra);
 Jovens ocupando estrategicamente oportunidades de geração de trabalho e renda nas entidades da sociedade civil e poder público, através de convite ou seleção pública.
Dimensão de Juventude
 Jovens ingressando o ensino superior com perspectiva de contribuir para o desenvolvimento dos territórios rurais;
 Criação de Conselhos Municipais de Juventude (Retirolândia, Valente, Quixabeira, Conceição do Coité, São Domingos);
 Coletivos de Jovens elaborando e negociando projetos produtivos e sociais voltados para qualificação técnica de jovens e geração de trabalho e renda agrícolas e não-agrícolas para jovens;
 Produção de peças teatrais, programas de rádio e outros veículos de comunicação de iniciativa dos Coletivos de Jovens;
 Criação de experiências de institucionalização dos Coletivos Municipais de Jovens (Tucano e Antônio Cardoso).
Dimensão político-institucional:
 Lideranças dos Coletivos de Jovens ocupando estrategicamente cargos de diretoria das entidades sindicais, associações e cooperativas, bem como os espaços políticos de definição das políticas públicas (Conselhos Setoriais), numa dimensão de identidade juvenil;
 Fortalecimento e criação de experiências de secretarias ou departamentos de juventude nos Sindicatos, Pólos Sindicais e Associações e COGEFUR;
 Influência e participação em projetos institucionais voltados para a agricultura familiar e desenvolvimento sustentável dos municípios e territórios;
 Debates públicos com os candidatos a prefeito e a vereador para conhecimento dos programas de candidatura e proposição de iniciativas voltadas para o desenvolvimento sustentável e inclusão social da juventude rural, em 2004;
 Iniciativas de elaboração e negociação de propostas setoriais para a juventude no orçamento público e na lei orgânica municipal (a exemplo do Cursinho pré-vestibular para jovens negros e rurais, projetos voltados para o desenvolvimento sustentável dos municípios).
Aprendizagens Coletivas:
 Ruptura com o “paternalismo e tutela institucional”: reconhecer e considerar o jovem como ator político (ou seja, com identidade política própria - definida e/ ou em construção), que tem demandas e propostas próprias a serem respeitadas na intervenção institucional. Contribuir para a construção de espaços para prática de autonomia da juventude.
 Respeito às diferentes identidades juvenis: identificar e considerar aspectos e estilos próprios de participação, linguagem e expressão dos jovens. Ou seja, uma permanente percepção e prática de flexibilidade em relação às nuances das identidades juvenis no processo de trabalho. O jovem rural não é só agricultor!
 Paciência Pedagógica: Postura de respeito e compreensão acerca das identidades e níveis do envolvimento e participação dos jovens na condução do processo de trabalho.
 Reconhecimento do jovem como sujeito portador/ produtor de conhecimento sobre e para a sua realidade social.
 Fazer com o jovem: Participação efetiva dos jovens na concepção, planejamento, execução, apropriação e avaliação dos resultados das ações desenvolvidas.
 Concepção educativa centrada na cidadania integral dos jovens: Há maioria dos programas de qualificação de jovens se volta apenas para a inserção no mercado de trabalho, preconizando exclusivamente o direito ao emprego ou trabalho. Enquanto, a juventude rural apresenta diversas demandas sociais efetivas relacionadas a direitos sociais, sexuais, econômicos, políticos, culturais...
Desafios atuais:

 Inserir as demandas e proposta setoriais da juventude dos territórios rurais nos Conselhos Regionais de Desenvolvimento Sustentável da Região (CODES Sisal, Bacia do Jacuípe e Portal do Sertão) e nas Conferências de Juventude;
 Consolidar a concepção de trabalho de juventude dos Coletivos de Jovens nas entidades sindicais dos territórios;
 Implementar, juntamente com o MOC e entidades parceiras locais, uma pesquisa sobre alimentação escolar em 330 escolas da rede pública municipal dos territórios rurais do Sisal, Bacia do Jacuípe e Portal do Sertão da Bahia.
 Garantir a sustentabilidade do Coletivo Regional Juventude e Participação Social e manter a referência para a promoção de iniciativas voltadas para a cidadania juvenil, na perspectiva do desenvolvimento sustentável.
Abrangência dos Coletivos de Jovens:
 Território Sisal: Araci, Candeal, Cansanção, Conceição do Coité, Ichu, Nordestina, Queimadas, Quijingue, Retirolândia, São Domingos, Santa Luz, Serrinha, Tucano e Valente;
 Território Bacia do Jacuípe: Capela do Alto Alegre, Capim Grosso, Nova Fátima, Pé de Serra, Riachão do Jacuípe e Quixabeira.
 Território Portal do Sertão: Antônio Cardoso e Irará.
Replicação: Município de Santo Antônio de Jesus (BA) – Coletivos de Jovens Urbanos e Rurais.

Coletivos de Jovens
“Podemos não ser toda a mudança que o mundo precisa,
Mas sem dúvida, somos parte dela”.
Givaldo Souza

sábado, 15 de agosto de 2009

Nova Fátima faz festa para receber Fagner


O jovem baianofoi representar o semiárido brasileiro em um encontro internacional de adolescentes, promovido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

A cidade de Nova Fátima parou na manhã de terça-feira (14) para receber o adolescente Fagner Moreira, que chegou ás 11h30min e foi recepcionado pelo prefeito Manoel dos Santos (PT), pelos vereadores, representantes do
MOC, PETI e da UNICEF.
Houve uma carreata, a população foi às ruas e até cantaram parabéns, pois Fagner completou 14 anos no dia 12 de julho, dia que estava saindo de Roma.O jovem apagou as velinhas do alto de um mine-trio.
O adolescente natural de Nova Fátima, acompanhado dos jovens Mayara Tavares (Plataforma Urbana, Rio de Janeiro), Rosicléia da Silva (Agenda Criança Amazônia - Belém) e Santiago Plata Garcês (Centro Oeste- Goiás), representaram o Brasil na Cúpula G-8, que aconteceu na capital italiana, Roma, entre dos dias 5 a 12 de julho.
O estudante baiano foi representar o semiárido brasileiro em um encontro internacional de adolescentes, promovido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). "Foi a minha primeira viagem para fora do Brasil e do Nordeste. Fiquei contente e honrado em representar esta região tão importante do meu país em um evento desta proporção", comentou o estudante á equipe do CNDona, Maria de Fátima Moreira, 34 anos, mãe de Fagner, disse que ficou preocupada, "mãe é mãe. Mas o orgulho que sinto é muito maior, nunca imaginei que ele pudesse chegar tão longe", afirmou.
Fagner levou uma pauta que foi debatida no encontro, a exemplo das áreas de saúde, lazer, cultura e erradicação do analfabetismo no semiárido, foram os principais temas debatidos com adolescentes de vários outros países e resultou na elaboração de um relatório que foi entregue a cúpula do G-8, que aconteceu paralelamente ao evento reunindo os principais líderes mundiais.
Os quatro adolescentes, que foram selecionados democraticamente em suas comunidades, onde participam de projetos sociais e comunitários e ao todo, serão 56 adolescentes entre 14 e 17 anos, representando os países que fazem parte do G-8 e os países emergentes convidados.

Por: Valdemí de Assis - colaborou Luciene Oliveira